GRAMÁTICA

Vozes do Verbo

Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as vozes verbais:

a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
Elefezo trabalho.
sujeito agenteaçãoobjeto (paciente)

b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
O trabalhofoi feitopor ele.
sujeito pacienteaçãoagente da passiva

c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Por exemplo: 








O menino feriu-se.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade.
Por exemplo:








Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Formação da Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.

1- Voz Passiva Analítica
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do verbo principal.
Por exemplo:








A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.

Obs. : o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a preposição de.
Por exemplo:








A casa ficou cercada de soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase.
Por exemplo: 








A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das frases seguintes:
a)Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
b)Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
c)Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe a transformação da frase seguinte:








O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)

Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva analítica com outros verbos que podem eventualmente funcionar como auxiliares.
Por exemplo:








A moça ficou marcada pela doença.
2- Voz Passiva Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Por exemplo:








Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.

Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.

Curiosidade
A palavra passivo possui a mesma raiz latina de paixão (latim passiopassionis) e ambas se relacionam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado de voz passiva como sendo a voz que expressa a ação sofrida pelo sujeito.
Na voz passiva temos dois elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA PASSIVA.

RETIREI DA INTERNET . ROGERIO.


Redação


Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. Não existem fórmulas mágicas: o exercício contínuo, aliado à leitura de bons autores, e a reflexão são indispensáveis para a criação de bons textos. 


Ler, escrever e pensar


Saber escrever pressupõe, antes de mais nada, saber ler e pensar. O pensamento é expresso por palavras, que são registradas na escrita, que por sua vez é interpretada pela leitura. Como essas atividades estão intimamente relacionadas, podemos concluir que quem não pensa (ou pensa mal), não escreve (ou escreve mal); quem não lê (ou lê mal) não escreve (ou escreve mal).
Ler, portanto, é fundamental para escrever. Mas não basta ler, é preciso entender o que se lê. Entender significa ir além do simples significado das palavras que aparecem no texto. É preciso, também, compreender o sentido das frases, para que se alcance uma das finalidades da leitura: a compreensão de ideias e, num segundo momento, os recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto.
Apesar do grande poder dos meios eletrônicos, a leitura é ainda uma das formas mais ricas de informação, pois grande parte do conhecimento nos é apresentado sob forma de linguagem escrita.

Lembre-se: estar bem informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.


A Redação no Vestibular


Conheça as características de cada um desses textos:

1 - DISSERTAÇÃO: dissertar significa “falar sobre”. É o texto em que se expõem ideias, seguidas de argumentos que as comprovem. Na dissertação, você deve revelar sua opinião a respeito do assunto.

2 - DESCRIÇÃOtexto em que se indicam as características de um determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem. Na descrição, você deve responder à pergunta: Como a coisa  (lugar / pessoa) é? É importante tentar usar os mais variados sentidos: fale do aroma, dos cheiros, das cores, das sensações, de tudo que envolve a realidade a ser descrita. 

3 - NARRAÇÃOtexto em que se contam fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo personagens. Lembre-se: você deve “narrar a ação”, respondendo à pergunta: O que aconteceu?

Dissertação - Estrutura


1ª parte: Introdução
No primeiro parágrafo, o autor apresenta o tema que será abordado.
Dica: anuncie claramente o tema sobre o qual você escreverá e as delimitações propostas.

2ª parte: Desenvolvimento
Nos parágrafos subsequentes (geralmente dois), o autor apresenta uma série de argumentos ordenados logicamente, a fim de convencer o leitor.
Dica: argumente, discuta, exponha suas ideias, prove o que você pensa.

3ª parte: Conclusão
No último parágrafo, o autor "amarra" as ideias e procura transmitir uma mensagem ao leitor.
Dica: conclua de maneira clara, simples, coerente, confirmando o que foi exposto no desenvolvimento.

Atenção:

A dissertação deve obedecer à extensão mínima indicada na proposta, a qual costuma ser de 25 a 30 linhas, considerando letra de tamanho regular. Inicialmente, utilize a folha de rascunho e, depois, passe a limpo na folha de redação, sem rasuras e com letra legível. Utilize caneta; lápis, apenas no rascunho.

Planejando a Dissertação I

Quando você deseja ir a algum lugar ao qual nunca foi, você costuma, mesmo que mentalmente, elaborar um roteiro. Afinal de contas, você sabe que, caso não se planeje, correrá o risco de ficar rodando à toa e não chegar ao destino, e, se chegar, terá perdido mais tempo que o previsto.
Ao elaborarmos uma redação, não é diferente: se não tivermos um plano ou um roteiro previamente preparados, corremos o risco de ficar dando voltas em torno do tema, não chegando a lugar nenhum. Por isso, antes de escrever sua redação, é preciso planejá-la bem, procurando elaborar um esquema. Mas cuidado, não confunda esquema com rascunho! Esquema é um guia que estabelecemos para ser seguido, no qual colocamos em frases sucintas (ou mesmo palavras) o roteiro para a elaboração do texto. No rascunho, por outro lado, damos forma à redação, pois nele as ideias colocadas no esquema passam a ser redigidas, tomando a forma de frases que aos poucos se transformam em um texto coerente.
O primeiro passo para a elaboração do esquema é ter entendido o tema, pois de nada adiantará um ótimo esquema se ele não estiver adequado ao tema proposto. Em seguida, você poderá dividir seu esquema nas três partes básicas - introdução, desenvolvimento e conclusão. Na Introdução, é necessário informar a tese que você irá defender. No Desenvolvimento, escreva palavras capazes de resumir os argumentos que você apresentará para sustentar sua tese. Na Conclusão, escreva palavras que representem sua ideia final.
Atenção: quando você estiver fazendo o esquema do desenvolvimento, surgirão inúmeras ideias. Registre-as todas, mesmo que mais tarde você não venha a utilizá-las. Essas ideias normalmente vêm sem ordem alguma; por isso, mais tarde, é preciso ordená-las, selecionando as melhores e colocando-as em ordem de importância. Esse processo é conhecido como hierarquização das ideias.
Veja a seguir, um exemplo de esquema com as ideias já hierarquizadas:

Tema: Pena de morte: você é contra ou a favor?
Introdução:
contra - não resolve
Desenvolvimento:
1º parágrafo: direito à vida - religião
2º parágrafo: outros países - Estados Unidos
Conclusão:
ineficaz; solução: erradicação da miséria
Feito o esquema, é só segui-lo passo a passo, transformando as palavras em frases, dando forma à sua redação.


Planejando a Dissertação 


Veja a seguir outro tipo de roteiro. Siga os passos:

1) Interrogue o tema;
2) Responda-o de acordo com a sua opinião;
3) Apresente um argumento básico;
4) Apresente argumentos auxiliares;
5) Apresente um fato-exemplo;
6) Conclua. 

Vamos supor que o tema de redação proposto seja: Nenhum homem vive sozinho. Tente seguir o roteiro:

1. Transforme o tema em uma pergunta: Nenhum homem vive sozinho?

2. Procure responder essa pergunta, de um modo simples e claro, concordando ou discordando (ou concordando em parte e discordando em parte): essa resposta é o seu ponto de vista.

3. Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo, uma razão para justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal.

4. Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto de vista, a fundamentar sua posição. Estes serão os argumentos auxiliares.

5. Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-exemplo pode vir de sua memória visual, das coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica, social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato-exemplo geralmente dá força e clareza à argumentação. Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferenciando-o dos demais.

6. A partir desses elementos, você terá o rascunho de sua redação.


Dicas para fazer uma boa redação

Atualmente, a prova de redação é um diferencial importante na classificação em concursos. Para garantir um bom resultado em seus textos, não deixe de ler as dicas que selecionamos.

SIMPLICIDADE

Use palavras conhecidas e adequadas. Para ter um bom domínio do texto, prefira frases curtas. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve pela linha de argumentação.

CLAREZA

O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas ideias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.


OBJETIVIDADE

Você tem que expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Por isso, não repita ideias, não use palavras em excesso buscando aumentar o número de linhas. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto.


UNIDADE

Não esqueça, o texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder.

COERÊNCIA

A coerência entre todas as partes do texto é fator primordial para a boa escrita. É necessário que as partes formem um todo. Estabeleça uma ordem para que as ideias se completem e formem o corpo da narrativa. Explique, mostre as causas e as consequências.


ORDEM


Obedecer uma ordem cronológica é uma maneira de acertar sempre, apesar de não ser criativa. Nesta linha, parta do geral para o particular, do objetivo para o subjetivo, do concreto para o abstrato. Use figuras de linguagem para que o texto fique interessante. As metáforas também enriquecem a redação.


ÊNFASE


Procure chamar a atenção para o assunto com palavras fortes, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à ideia inicial é uma boa maneira de fechar o texto.


LEIA E RELEIA


Lembre-se, é fundamental pensar, planejar, escrever e reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados, pode ser que você não consiga se expressar de forma clara e concisa. A pressa pode atrapalhar. Com calma, verifique se os períodos não ficaram longos, obscuros. Veja se você não repetiu palavras e ideias. À medida que você relê o texto, essas falhas aparecem, inclusive, erros de ortografia e acentuação. Não se apegue ao escrito. Refaça, se for preciso.


Redação de Sucesso - Os Dez Mandamentos
1) Pense no que você quer dizer e diga da forma mais simples. Procure ser direto (conciso) na construção das sentenças.

2) Use a voz ativa, evite a passiva. Evite termos estrangeiros e jargões. 

3) Evite o uso excessivo de advérbios. Tome cuidado com a gramática.

4) Tente fazer com que os diálogos escritos (em caso de narração) pareçam uma conversa. O uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro...

5) Evite o uso excessivo do "que". Essa armadilha produz períodos longos. Prefira frases curtas.Exemplo: O fato de que o homem que seja inteligente tenha que entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo. Adjetivos que não informam também são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão (Toda mansão é luxuosa!).

6) Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos: "fazer das tripas coração", "encerrar com chave de ouro", “silêncio mortal", "calorosos aplausos".

7) Verbo "fazer", no sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever: "Fazem alguns anos que não viajo". O certo é “Faz alguns anos que não viajo”. 

8) Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: "Há cinco anos atrás". Corte o "há" ou dispense o "atrás". A forma correta é “Há cinco anos...”

9) A leitura intensiva facilita o uso da vírgula corretamente. Leia muito, leia sempre!

10) Nas citações: use aspas, coloque vírgula e um verbo seguido do nome de quem disse ou escreveu o que está sendo citado. Exemplo: “O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”, disse Samuel Johnson.


Avaliação da Redação - Os Cinco Pecados Capitais
Veja os equívocos apontados por organizadores de concursos e vestibulares como os mais cometidos pelos candidatos.


1) Ordenação das ideias
A falta de ordenação é um erro comum e indica, segundo os organizadores de vestibulares, que o candidato não tem o hábito de escrever. O texto fica sem encadeamento e, às vezes, incompreensível, partindo de uma ideia para outra sem critério, sem ligação.

2) Coerência e coesão
Em muitas redações, fica evidente a falta de coerência: o candidato apresenta um argumento para contradizê-lo mais adiante. Já a redundância denuncia outro erro bastante comum: falta de coesão. O candidato fica dando voltas num assunto, sem acrescentar dado novo. É típico de quem não tem informação suficiente para compor o texto.

3) Inadequação
A inadequação é um tipo de erro capaz de aparecer inclusive em redações corretas na gramática e ortografia e coerentes na estrutura. Nesse caso, os candidatos costumam fugir ao tema proposto, escolhendo outro argumento, com o qual tenham maior afinidade. O distanciamento do assunto pode custar pontos importantes na avaliação.

4) Estrutura dos parágrafos
Muitos dos candidatos têm demonstrado dificuldade em separar o texto em parágrafos. Sem a definição de uma ideia 
em cada parágrafo, a redação fica mal-estruturada. Um erro muito comum, nesse caso, é cortar a ideia em um parágrafo para concluí-la no seguinte. Ou, então, deixar o pensamento sem conclusão.


5) Estrutura das frases
Erros de concordância nos tempos verbais, fragmentação da frase, separando sujeito de predicado, utilização incorreta de verbos no gerúndio e particípio são algumas das falhas mais comuns nas redações. Esses erros comprometem a estrutura das frases e prejudicam a compreensão do texto.



COLOCAÇÃO PRONOMINAL


I)Introdução
Os pronomes oblíquos átonos (o, os, a, as, lhe, lhes, me, te, se nos, vos), como todos os outros monossílabos átonos, apoiam-se na tonicidade de alguma palavra próxima. Podem ocupar três posições diferentes em relação ao verbo:

1)Antes do verbo – nesse caso, ocorre a próclise e dizemos que o pronome está proclítico:
a)Nunca me enviaram os verdadeiros motivos.
b)Sempre te amarei.
c)Espero que me ames também.

2)No meio do verbo – nesse caso, ocorre a mesóclise e dizemos que o pronome está mesoclítico:
a)Revelar-te-ei os verdadeiros motivos.
b)Revelar-me-iam os verdadeiros motivos.
c)A atividade, fá-la-ei em breve.

3)Depois do verbo – nesse caso, ocorre a ênclise e dizemos que o pronome está enclítico:
a)Revelaram-me os verdadeiros motivos.
b)Mexam-se!
c)Quero-lhe muito bem.

II)ÊNCLISE
1)com o verbo no início da frase:
a)Comenta-se que ele deverá receber o prêmio.
b)Enviei-te pela manhã os documentos solicitados.
c)Dê-me mais uma chance, meu amor.

2)com o verbo no imperativo afirmativo:
a)Mexam-se, rapazes!
b)Alunos, apresentem-se à diretoria na próxima aula!
c)Senhores passageiros, concentrem-se todos no portão de embarque.

3)com o verbo no gerúndio:
a)Modificou a frase, tornando-a ambígua.
b)Abriu o livro, segurando-o fortemente.
c)Recusou a proposta, fazendo-se de desentendida.

Obs.: Caso o gerúndio venha precedido pela preposição em, a próclise é obrigatória:
Ex.: Em se tratando de cinema, prefiro comédias românticas.

4)com o verbo no infinitivo impessoal:
a)Leia a questão atentamente antes de respondê-la.
b)Ele fez aquilo com a intenção de provocá-los.
c)Abriu o livro, depois de acariciá-lo carinhosamente.

5)quando houver pausa antes do verbo:
a)Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo.
b)Todos os dias, antes do término da aula, permito-me um bom cochilo.
c)Ao seu lado, sinto-me um príncipe.


III)PRÓCLISE
1)palavra com sentido negativo:
a)Nunca me convidam para as festa.
b)Não se esqueça de mim.
c)Jamais te desejaria mal.

2)conjunção subordinativa:
a)Quando te encarei frente a frente, não vi o meu rosto.
b)Soube que me homenagearam na festa.
c)Embora nos amemos, vivemos a discutir. 

3)advérbio:
a)Assim se resolvem os problemas.
b)Os manifestantes agora se negam a dialogar com as autoridades.
c)Amanhã nos falaremos.

OBS.: Se o advérbio vier acompanhado de vírgula, a ênclise será obrigatória:
EX.: Os manifestantes, agora, negam-se a dialogar com as autoridades.

4)pronome indefinido:
a)Poucos te darão oportunidade, se não te qualificares profissionalmente.
b)Tudo se acaba na vida.
c)Alguns nos admiram, mas outros nos invejam.

5)pronome relativo:
a)Não encontro o caminho que me indicaram.
b)Quero agradecer pessoalmente a pessoa quem me contratou para a empresa.
c)Digitai o trabalho na forma como vos sugeri.

6)Pronome demonstrativo neutro:
a)Naquele momento, aquilo me chamou a atenção.
b)Sabemos que isto lhe interessa.


IV)MESÓCLISE
A mesóclise só pode ocorrer quando o verbo estiver no futuro do presente do indicativo ou no futuro do pretérito do indicativo:

a)Convidar-me-ão para a solenidade de posse do deputado.
b)Consentir-se-ia sair mais cedo se todos tivessem chegado também cedo.
c)Escrevê-lo-ei uma carta logo tenha tempo.

OBS.: Caso o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo venha precedido de pronome pessoal do caso reto, ou de alguma palavra que exija a próclise, esta será de rigor: 
a)Eles me convidarão para as solenidades de posse.
b)Não me convidarão para a posse.
c)Eu te convidaria para viajar comigo, se pudesse.
d) Eu lhe quero fazer uma surpresa. 

V)COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES
V.1)Verbo principal no infinitivo
1)O pronome oblíquo átono pode ser colocado, indiferentemente, depois do verbo auxiliar, ou depois do verbo principal:
a)Vou confessar-lhe um segredo. 
b)Vou-lhe confessar um segredo. 
c)Vou lhe confessar um segredo.

2)Caso haja antes da locução verbal palavra que exija a próclise, o pronome oblíquo poderá ser colocado, indiferentemente, antes do verbo auxiliar, ou depois do verbo principal
a)Não lhe quero apresentar os meus primos que vieram do interior.
b)Não quero apresentar-lhe os meus primos que vieram do interior.
c)Não lhe posso emprestar a quantia solicitada.
d)Não posso emprestar-lhe a quantia solicitada.

V.2)Verbo principal no gerúndio:
a)Ele vem esforçando-se para fazer o exame.
b)Ele vem-se esforçando para fazer o exame.
c)Ele vem se esforçando para fazer o exame.

V.3)Verbo principal no particípio
Nos tempos compostos e nas locuções verbais em que o verbo principal está no particípio, a colocação dos pronomes oblíquos átonos será feita sempre em relação ao verbo auxiliar e nunca em relação ao particípio, podendo ocorrer a próclise, a mesóclise ou a ênclise. No caso da ênclise, apenas quando não houver palavra atrativa:
1)Sem palavra atrativa (ênclise)
a)O fato tem-me desagradado
b)O fato tem me desagradado
c)Havia-lhe contado os verdadeiros motivos da minha desistência.
d)Havia lhe contado os verdadeiros motivos da minha desistência.
e)Tê-lo-ia procurado, se tivesse tempo.
f)Sentiu-se rejeitado pelos colegas.

2)Com palavra atrativa (apenas próclise)
a)O fato não me tem desagradado.
b)Não lhe havia contado os motivos da minha desistência.
c)Jamais o teria procurado se soubesse que me receberia assim.
d)Sempre se sentia rejeitado pelos colegas.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

VI)PRÓCLISE OU ÊNCLISE
O pronome pode ficar antes ou depois do verbo quando houver: 
1)Sujeito explícito antes do verbo: 
a)Ele se manteve / manteve-se irredutível em relação ao divórcio. 
b)William Golding se consagrou/consagrou-se como um mestre em esmiuçar questões complexas da natureza humana. 
c)Desde os dois anos de idade, Laís se veste /veste-se sozinha. 
d)Humilhar o vizinho se tornou/tornou-se uma obsessão para Joel. 
e)Por muito tempo, aquelas pessoas se debateram/debateram-se com o alcoolismo. 

2)Conjunção coordenativa: 
a)Gostei da festa, porém me despedi/despedi-me cedo. 
b)Tem rompantes, mas se arrepende/arrepende-se depois. 
c)O governador foi taxativo e se estendeu/estendeu-se longamente sobre o assunto. 

3)Preposição antes de verbo no infinitivo: 
a)Nas lojas esportivas encontramos o equipamento ideal para proporcionar-nos/para nos proporcionar uma vida sadia. 
b)Temos satisfação em lhe participar / em participar-lhe a inauguração da fábrica. 
c)Tenho o prazer de lhes falar/falar-lhes sobre a filosofia que norteia nossa instituição. 

OBS.: 
1)Quando o pronome é a/as, o/os, torna-se preferível a ênclise: 
a)Conseguido o divórcio, sentiu-se tentada a enganá-lo (em vez de a o enganar) na divisão dos bens.
b)Tenho o prazer de convidá-los a comparecer ao batismo. 
c)Folgo por sabê-los bem.

2)No emprego de oosaas, quando o verbo termina em rs ou z, empregam-se as formas loloslalas
a)A música, procurou compô-la antes do início do show.
b)A vida, façamo-la leve e prazerosa.
c)A atividade, fi-la o mais rápido possível, pois tinha um compromisso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário